Cinco coisas que você não sabia sobre a doença de Alzheimer

Aos 65 anos, 1 em cada 6 indivíduos terá demência. Mas o que é demência?

O termo demência se refere principalmente à doença de Alzheimer (DA), que por sua vez corresponde a até 80% de todas as demências. [1] Mas existem outras formas: demência vascular, infecciosa, neoplásica, degenerativa, inflamatória, endócrina, entre outras. É mais regra que exceção que haja combinação de DA com algum outro tipo de demência. [2]

Geralmente o início da demência ocorre aos 70 ou 80 anos de idade. Quase todas as demências se tornam mais comuns com o avançar da idade, o que é particularmente verdade para a DA.

 

  1. Todos teremos doença de Alzheimer?

É discutível se todos teríamos DA se vivêssemos o bastante. O que se sabe, é que aos 95 anos, 1/3 das pessoas têm algum tipo de demência. De fato, a idade é um dos maiores fatores de risco.

  1. Doença de Alzheimer mata?

Nos idosos, demência é a segunda maior causa de morte, que ocorre devido às doenças às quais ficam vulneráveis. [3]

  1. Como prevenir?

Leitura e exercício físico são algumas das formas de proteção. Um emprego com alta demanda cognitiva também. [4]

  1. Quais são os sinais e sintomas?

Perda de memória é o sintoma típico. Problemas na linguagem, nas habilidades e no planejamento do dia-a-dia são característicos. O paciente pode esquecer conversas, ter dificuldade com finanças ou ficar desorientado quanto à hora e dia da semana. [5]

  1. Como tratamos?

Existem as medidas comportamentais, como adequar a complexidade do que é dito ao que o paciente consegue entender: em outras palavras, falar de maneira clara e simples. Calendários e fotos pela casa ajudam.

Com o avançar da doença, mais sintomas vão se desenvolver. [6] Faz parte da doença. É necessário o acompanhamento médico contínuo, pois os sintomas mudam bastante ao longo do tempo, assim como o tratamento. Mas não se deve aguardar o agravamento dos sintomas para tratar: quanto mais precoce o tratamento, mais efetivo. A demora no tratamento pode significar memórias perdidas mais cedo e para sempre.

 

Dr. Helton Cavalcanti

 

[1]. Mayeux R, Stern Y. Epidemiology of Alzheimer Disease. Cold Spring Harbor Perspect Med 2, 2012. [2]. Lim A, Tsuang D, Kukull W, et al. Clinico-neuropathological correlation of Alzheimer’s disease in a community-based case series. J Am Geriatr Soc. 1999;47:564–569.

[3]. Tinetti ME, McAvay GJ, Murphy TE, Gross CP, Lin H, Allore HG. Contribution of Individual Diseases to Death in Older Adults with Multiple Diseases. Journal of the American Geriatrics Society 2012;60:1448–56.

[4]. Carillo MC, Brashear HR, Logovinsky V, et al. Can we prevent Alzheimer’s disease? Secondary “prevention” trials. Alzheimers Dement 9:123-131, 2013.

[5]. McKhann GM, Knopman DS, Chertkow H, et al. The diagnosis of dementia due to Alzheimer’s disease: Recommendations from the National Institute on Aging-Alzheimer’s Association workgroups on diagnostic guidelines for Alzheimer’s disease. Alzheimers Dement. 2011; 7(3) 263–269.

[6]. Mega MS, Cummings JL, Fiorello T, Gornbein J. The spectrum of behavioural changes in Alzheimer’s disease. Neurology 1996;46:130-135